Fundação Abrinq reúne coletivos para o 4º Encontro Nacional do Projeto Coletivos Periféricos

O 4º Encontro Nacional do Projeto Coletivos Periféricos reuniu coletivos de diferentes regiões do país em Curitiba e Araucária, no Paraná, nos dias 15 e 16 de outubro. Segundo a Fundação Abrinq, o evento marcou o encerramento do Ciclo 4 do projeto.

A iniciativa é da Fundação Abrinq e promoveu dois dias de formação, troca de experiências e vivência prática. A programação conectou a proteção de crianças e adolescentes ao trabalho realizado pelos coletivos em seus territórios.

Participaram representantes de coletivos de diversas regiões brasileiras. As atividades foram realizadas em Curitiba e na Casa Eliseu Voronkoff, em Araucária.

Projeto Coletivos Periféricos

Entre os temas abordados estiveram o ECA Digital, o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) e as práticas pedagógicas do coletivo Araucária Cultural. O encontro também incluiu a apresentação de crianças participantes das oficinas e o lançamento de uma publicação sobre o Ciclo 4.

Formação sobre o ECA Digital e o Sistema de Garantia de Direitos

Na programação realizada em Curitiba, a palestra sobre o ECA Digital foi conduzida pela Profa. Dra. Wanda Helena Mendes Muniz Falcão e tratou da proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais. A formação foi voltada a coletivos que mantêm contato direto e constante com esse público.

O Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) também foi apresentado, com atenção à mudança de perspectiva estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990. Segundo a abordagem discutida no encontro, a lei encerrou a lógica da “menorização”, que via crianças e adolescentes como objetos de intervenção, e os reconheceu como sujeitos de direitos.



A conversa sobre o SGDCA foi conduzida por Elenice Mara Matos Novak, professora e coordenadora do Projeto PROTECA, e por Patricia Carstens Castellano, integrante do mesmo projeto. A Fundação Abrinq informou que, embora os coletivos geralmente não façam parte formalmente do sistema, eles compartilham o dever de proteger crianças e adolescentes e precisam acompanhar mudanças nas tecnologias e na legislação.

Vivência em Araucária reúne práticas pedagógicas e troca entre coletivos

Na Casa Eliseu Voronkoff, em Araucária, o coletivo Araucária Cultural apresentou práticas pedagógicas desenvolvidas com rimas e hip-hop. A atividade mostrou aos participantes como essas linguagens são incorporadas ao trabalho do grupo.

Rafael, conhecido como Mangaba e integrante do coletivo, conduziu uma oficina prática de rimas. O percurso proposto partiu dos primeiros passos do aprendizado e chegou à possibilidade de uma batalha de rima e de uma apresentação.

As crianças do Araucária Cultural se apresentaram na sede do coletivo e mostraram o que aprenderam nas oficinas. O encontro também marcou o lançamento da publicação Projeto Coletivos Periféricos: Transformando a Infância e a Adolescência nas Periferias Ciclo 4, ligada ao encerramento do ciclo.

Em uma dinâmica da Fundação Abrinq, os grupos conversaram sobre os temas trabalhados na parceria, os efeitos percebidos nos territórios, o fortalecimento da rede, as formas de apoio, as formações e os encontros. Eliane Germano, do Coletivo Anjos da Lata, descreveu a participação como “incrível, surpreendente” e afirmou que o encerramento do ciclo não significava o fim; ela também destacou o apoio da Fundação Abrinq e as trocas entre coletivos como contribuições ao trabalho com crianças e adolescentes.



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