Demolição de casas em Araucária é questionada por ONG

A demolição de casas em Araucária ocorreu na manhã de 6 de novembro de 2026, na comunidade Rio Negro. A Prefeitura afirma que as construções atingidas estavam desabitadas e em área de proteção ambiental.

A ação aconteceu na Rua 7 da ocupação e foi questionada pela organização social TETO, que constrói moradias emergenciais para famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo Mariana, voluntária da entidade, a liderança comunitária a alertou por volta das 11h sobre a chegada de agentes, fiscais e tratores.

A TETO informou que algumas construções foram demolidas, mas as moradias erguidas recentemente pela organização permaneceram intactas. Moradores estavam na comunidade durante a operação, segundo a voluntária.

demolição de casas em Araucária

A controvérsia envolve a comunicação prévia às famílias e as justificativas para a ação. Enquanto a ONG afirma que não recebeu aviso nem documentos, a Prefeitura diz que a operação foi autorizada pelo Ministério Público e atingiu um trecho distinto da área consolidada da ocupação.

ONG questiona falta de comunicação e relata operação

Mariana, voluntária da TETO, afirmou que representantes da Polícia Militar, do Ministério Público e da Fiscalização de Urbanismo de Araucária estiveram na comunidade durante a operação. Segundo ela, as famílias não foram avisadas previamente, e a organização também não recebeu contato antes da ação.



A voluntária disse que não foram apresentados documentos que justificassem as demolições, nem informações sobre uma ordem judicial. De acordo com a TETO, os moradores permaneceram na comunidade sem receber orientações formais sobre a necessidade de sair ou sobre o destino dos pertences.

A organização relatou que, nos dois fins de semana anteriores, substituiu moradias precárias por estruturas emergenciais. No fim de semana anterior à operação, agentes da Guarda Municipal, da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) e da Fiscalização de Urbanismo tentaram interromper as construções, mas, segundo a ONG, não explicaram claramente o motivo.

Prefeitura afirma que demolições ocorreram em área de proteção ambiental

Em resposta à Band Paraná, a Prefeitura de Araucária afirmou que a área atingida não integra o trecho consolidado da ocupação onde o município já conduz ações de regularização fundiária. Segundo a administração, as construções daquele local não podem ser regularizadas por estarem em área de proteção ambiental.

O município também declarou desconhecer a participação da TETO nas construções localizadas no trecho fiscalizado. A posição da Prefeitura contrasta com a atuação relatada pela ONG, que informou ter construído moradias emergenciais na comunidade, embora essas estruturas não tenham sido demolidas.

Como medida de informação, a administração municipal disse que instalará placas para comunicar a impossibilidade de regularização das construções naquele trecho. A demolição de casas em Araucária, portanto, envolveu imóveis que a Prefeitura descreveu como novas construções sem moradores, enquanto a entidade questionou a falta de aviso e de documentos apresentados durante a operação.



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